Este é o nosso diário de bordo dos 18 dias de viagem aventura por Buenos Aires, Patagónia Argentina & Chilena e Uruguai.
Espero que gostes, fi-lo com muito amor.
LUALF.
Di.
5 Junho 2009
Dia 1
7 Março 09
Voo Lisboa –
Madrid – Buenos Aires
Apanhamos taxi
para Aeroporto.
Voo parte a
horas para Madrid (8h30) e arrancamos assim para a nossa tão esperada e
programada aventura autral de 17 dias pela Argentina, Chile e Uruguai.
O voo de
Madrid para BsAs tem a duração de 12h, a maior viagem que já fizemos de avião,
e é realmente chata e cansativa para o corpo – reviramo-nos na cadeira, lemos
dicas para a estadia, dormimos, ouvimos musica...! Destaco a passageira Patricia,
menina de 1 ano, argentina, loura, olhos azuis, bochechas morenas e rosadas...mais
linda criança que alguma vez vi!
Quando
finalmente saímos do avião, um bafo de calor abrasador!
Apanhamos taxi
a alta velocidade para a cidade, directo ao hostel Art Factory! Encontramos uma
casa muito velha, pintada e decorada com pinturas tipo grafitti, com cores extravagantes,
e uma mistura de móveis antigos e contemporâneos. Defraudou as minhas
expectativas pelo menos ao nível de conforto/higiene (ainda por cima vamos
passar cá 4 noites). Mas estamos em S. Telmo, bairro mais antigo da burguesia
portenha de outros tempos (antes de fugirem da febre amarela). Todas as casas
são como o Art Factory, velhas, com mobílias muito antigas, como se votássemos
ao início do século XX...
Dia 2
8 Março 09
BsAs
Como é domingo
e estamos em S. Telmo, vamos até à famosa feira de S.
Telmo! São bancas de venda que atravessam quase todas as ruas do grande bairro, com
artesanato, antiguidades e arte, muita arte! Vêem-se muitos livros, quadros,
fotografias, esculturas, musica ao vivo e claro, tango ao vivo! É realmente
interessante percorrer a feira!
De S. Telmo,
resolvemos ir a pé até a outro bairro típico – La Boca. Longo percurso por ruas
duvidosas e pobres mas sempre com policia em todas as esquinas. Vamos visitar o
grandioso e bonito estádio do Boca Juniores – La bombonera.
Seguimos para
o conhecido e turístico “caminhito” de la boca, duas ou três ruas de casas de
madeira e latão coloridas, de antigos emigrantes italianos que se instalavam
junto ao porto e pintavam suas casas improvisadas com restos de tinta dos
barcos. Demasiado turístico mas engraçado.
Apanhamos bus
local para o centro da cidade onde visitamos a casa rosada, casa do governador
cheia de luxos e ofertas de outros governadores (principalmente italianos e
franceses).
Seguimos para
a Catedral de BsAs e como está mesmo a começar, assistimos à celebração da
Eucaristia (2ªFdS Quaresma).
De seguida
percorremos a Rua Florida conhecida pelas suas lojas até à Av.9Julho (a mais
larga avenida do mundo) onde contemplamos o Oblisco e o teatro Colon.
Seguimos,
parando nas galerias Pacífico (CC com obras de pintura magnificas) com destino
à praça S. Martin. Jardim muito bonito onde se encontra temporariamente uma
famosa exposição de ursos de todo o mundo.
Á noite e
vamos jantar por ali mesmo, uma parrilhada argentina (mista de varias carnes
grelhadas). Voltamos de bus local para o hostel para descansar.
Dia 3
9 Março 09
Patagónia – S.
Carlos de Bariloche – Circuito Chico
Andámos o dia
anterior inteiro em BsAs com uma hora atrasada. BsAs é a única cidade da Argentina
com hora diferente!
Depois de
muita corrida, chegamos ao aeroporto e perdemos o voo para Bariloche por 3
minutos! Próximo voo às 12h!
Fomos passear
no paredão da Recoleta (bairro da lata sociedade portenha) junto ao rio Prata e
escrevemos postais para Portugal.
Depois de um
voo fantástico a atravessar o centro da Argentina, com vista para o deserto,
lagos, rio colorido e rio negro, chegamos a Bariloche... continua calor, mas
este muito mais abrasador, bafo de deserto!
Arrancamos
assim de carro (já muito atrasados) para o circuito pequeno em redor do lindíssimo
do lago Nahuel-Huapi. Todo o percurso é acompanhado por chalés sequenciais.
Paramos para subir ao cerro Campanário onde deslumbramos a mais paisagem de
sempre sobre o lago e as montanhas andinas, até perder de vista.
Seguimos até
ao parque Llau Llau, onde fizemos um pequeno trekking até uma ponte romana.
Logo de seguida damos boleia a um simpático casal portenho que nos leva a uma
cascata de água potável. Deixamo-los na colónia Suiza.
Seguimos para
a Vila Catedral, mas é apenas uma estância de Ski. De volta a Bariloche, damos
boleia a um skater de Bariloche que nos indica um
restaurante local, não turista, La fonda del tio.
restaurante local, não turista, La fonda del tio.
Comemos um
belo bife de chouriço e uma napolitana com papas fritas. Delicioso. Por sermos
turistas, esperamos muito tempo por tudo no restaurante!
Fomos por fim
procurar a “Barraca Suites”, o hostel. É uma casa linda, com vista para o lago
e muito bem decorada. O recepcionista é português, Artur, muito simpático,
claro!
Cheira a
bolos...
Dia 4
10 Março
Bariloche –
Circuito Grande (de los siete lagos)
Depois de um pequeno-almoço delicioso de pão e bolos caseiros, com vista para o lago, arrancamos de carro para o centro da cidade para comprar cruzeiro para o dia seguinte. A excursão foi carota – 840pesos/cada (~180€)!
Um gelado de chocolate (típico) e arrancamos rumo ao nosso circuito. Passamos por Dina Huapi, Camping Las Estacas (na sua linda praia de águas azuis frias), Pt Manzano (hoteis de 5* que servem estancia de esqui), Vila Angostura (onde almoçamos um belo bife com esplanada ao sol e bossa nova).
Após muitas fotos em miradouros, lago Huapi, entramos em estrada de terra batida e poeirenta que nos acompanhará por muitos muitos Kms... passamos o lago espejo e lago correntoso.
Já noutra routa consolidada (mais terra batida!) o lago tortal, a vila torful, lindíssima, apenas uns chalés no meio da serra junto ao lago...
Por fim altas montanhas e vários rios e termina o nosso caminho de 100 kms pelo grande Kenyon de Bariloche e entramos na famosa routa 40 que nos leva de volta a Bariloche. Paramos a meio, devido a uma manifestação de professores que cortava a estrada, o que nos faz atrasar a entrega do carro alugado (mas ainda conseguimos entrega-lo!).
Pizza + ensalada mista de jantar! Descobrimos que fizemos o circuito grande e não o circuito dos 7 lagos, durante o dia...
“Para a che & para cá”!
Dia 5
11 Março
Cruzeiro
Andino – Bariloche (Arg) a Puerto Varas (Chi)
Acordámos a meio
da noite – 5h55, já estava tudo preparado, malas fechadas, peq almoço à
espera... Descemos à cidade a pé com as nossas mochilas, despedimo-nos de
Bariloche e entramos no bus que nos leva a puerto panuello (na gíria, porto
panilhas)!
Hoje já não
está o calor abrasador dos dias anteriores o que nos faz mudar de roupa a meio
da viagem.

Atravessamos o
lago Huapi até ao puerto blest. Mini bus até puerto alegre para embarcar por 20
minutos, percorrendo o lago frias, de cor verde, até ao puerto frias. Lá, passamos
o controlo aduaneiro de saída da Argentina. Bus até Puella, onde temos novo
controlo aduaneiro e almoçamos, já com sabor chileno e muito bom. Puella não é
mais do que um vale com dois hotéis, montado unicamente para turistas
endinheirados... Damos uma volta pela floresta em volta dos hotéis, onde há uma
cascata (nesta altura do ano a meio “gás”) e vamos para o porto para embarcar
em novo cruzeiro pelo lago de todos os santos.
Chove! O Chile
tem um clima tropical (bem diferente do deserto da Argentina). Está calor,
chuva, nuvens baixas que escondem toda a paisagem em redor!
O cansaço já
pesa, adormecemos no início do cruzeiro. O lago é lindíssimo e as suas costas
também, mas as nuvens não nos permitem ver o grande vulcão Osorno (apelidado do
fugi da Chile).
Chegados a
Petrohue, partimos de bus para Puerto Varas. Paramos no caminho para visitar as
espantosas “Saltos Petrohue”, rápidos e cascatas que correm entre esculturas de
lava.
Já em Puerto
Varas, conhecemos o nosso hostel: simpático, simples e central.
Fomos jantar a
um restaurante sugerido pelo Guia da Turis Sur, e mais uma vez óptimo, “Las
Buenas Brasas”.
Depois de mais
de 10 tentativas conseguimos levantar dinheiro no Chile... falta escolher a
opção cartão estrangeiro!
Dia 6
12 Março
Puerto Varas –
Puerto Montt – Punta Arenas (Chi)

Depois de mais
um óptimo pequeno-almoço, fomos até ao centro da cidade, perceber o que poderíamos
fazer até meio da tarde (temos voo para Sul Chile ao fim da tarde). Não há
kayaks para alugar, fomos visitar o artesanato local e a igreja. Conseguimos
alugar bicicletas e fomos dar uma volta junto ao lago... sempre com vista para
os vulcões Osorno e Cabulco.
Puerto Montt é
a capital distrital, com muito movimento. Percorremos a linha costeira (oceano
pacifico) até chegarmos à praça principal. Todo o caminho é acompanhado por
grupos e casais de namorados colegiais que esperam o school bus para casa. Na
volta passamos pela rua do comércio local, cheia de gente.
Apanhamos
finalmente voo para sul (com vista pôr-do-sol no pacifico /nascer da lua nos
andes)! Já em Punta Arenas, está um frio glaciar, com vento sul! Hurr!
No hostel “La
Estancia” apanhamos uma recepcionista antipática... esperamos pelo dono até à
meia noite e conseguimos reservar visita à pinguinera na ilha magalhanes às 7h L.
Dia 7
13 Março (6ªF
13!)
Pinguinera
Punta Arenas – Puerto Natales (Chi)
É o 7º dia de aventura e o 4º a acordar de noite, às 5h50!
Como não temos
reserva confirmada partimos na esperança de conseguir visitar a pinguinera da
ilha magalhena. Conseguimos ingresso e vamos com os nossos colegas de hoste,
israelitas e com um casal de americanos (USA) de NY State.
Está um frio
glaciar e a excursão é de barco. Está também muito vento, o oceano está picado
e o guia diz que podemos apanhar vagas de 2 metros!
A viagem
inicia e passados alguns minutos começo a ficar enjoada, Chegamos em redor da
ilha e é impossível acostar, porque as ondas estão muito altas. Continuo enjoada,
já em pé a apanhar ar e a fixar olhar no horizonte. Seguimos para a ilha marta
onde avistamos lobos-marinhos e aves magalhanicas. O tempo piora, as vagas
tornam-se muito perigosas e todos estão muito mal dispostos no barco.
Os enjoos, o
perigo do mar, não termos visto pinguins (se não ao longe), torna a excursão
uma péssima experiencia.

De volta ao
hostel, almoçamos e embarcamos no bus para puerto Natales. Viagem demora 5
horas de paisagem desértica com presença de 5 em 5 km de rebanho ovelhas, cavalos,
avestruzes e guanacos (os famosos - Guano Apes + Macacos)!
O hostel
(Nicos II) é muito giro e perto do centro da pequena vila. Fomos conhecer a
vila, o comércio da rua principal, abastecer-nos de lancheira para almoço do
dia seguinte, comprar gorros para proteger dos ventos fortes. Jantamos um bom
peixinho robalo e vinho branco...
Dia 8
14 Março
Excurcion
Parque Nacional Torres del Paine

Mais um dia a
levantar cedo e a dormir pouco... Depois de peq almoço com iogurte (finalmente)
e sumo fruta natural partimos numa pequena van para o nosso circuito ao parque
nacional.
Primeira
paragem para visita à gruta milodon, gruta onde se encontraram vestigios em
1895 de um mamífero tipo urso de grande porte. Partimos para cerro castilho
(loja suvenir e banos).
Entramos no
parque TdP e pagamos mais 15.000 pesos (depois do 3.000 na gruta) e dos 25.000
da excursão!
Já no parque
vemos em mais abundância alguns dos 5 animais locais (patagónia five: Lama
Guanicos – Guanaco, veado sul andino, nandu – avestruz pequena e condor). Só
vimos guanacos, nandus e condors.

Está um lindo
dia, céu limpo e sol, mas com vento fortíssimo (até 100 Kms/h) que por vezes
nos faz mover e ficar sem respirar!
Paragem para
visitar os espectaculares saltos (cascatas). Muitas paisagens, muitas fotos e
finalmente paramos para almoçar e visitar o glaciar grey. Fizemos juramento de
sangue com os nosso canivete suiço (cortamo-nos os dois por distracção!),
passamos a ponte himalaia e fomos em raid (1,5 kms) até ao miradouro do glaciar
na península grey.
Voltamos a
meio da tarde a puerto natales. Compras para o dia seguinte e às 20h vamos
jantar ao restaurante “La pica del carlitos” com os nossos companheiros de
excursion: Daniel, chileno, a viver na Suíça há 20 anos;
Graziela e Verónica, também chilenas, estão de passagem por TdP em viagem de
trabalho; Anarosa e Chiara, italianas,
muito simpáticas e conversadoras. Foi um jantar muito divertido, sempre em espanhol.
Já temos a
nossa roupa toda lavada, hoje é o dia do meio da nossa viagem!
Dia 9
15 Março 09
Trekking
Torres del Paine
Preparamo-nos
para partir para as nossas 8 horas de trekking até à base das torres (4h ida +
4h de volta). Ás 11h arrancamos. Continua a chover, a chuva é contínua,
constante e direita. Passado alguns minutos de percurso percebemos que vamos
ficar encharcados e com muito calor por termos roupa de mais vestida.
Passamos por
rios, planícies, pontes... sempre a subir por caminhos estreitos e muito
inclinados. Cavalos de carga guiados por rangers, cascatas entre as nuvens
baixas, atravessamos o rio e após 2h de raid chegamos encharcados ao refugio
chileno para almoçar.
Entramos,
secamo-nos junto ao lume e almoçamos as nossas sandes. Do local onde estamos é
suposto vermos as torres, mas apenas vemos nuvens. A chuva tornou-se ainda mais
forte e os nossos corpos tremem com o arrefecer do corpo. Tomamos assim a
decisão de não avançar com o nosso treking até à base das torres e voltar assim
para o local de partida.
Fazemos o
mesmo percurso a descer, sempre com chuva, até chegar ao refugio las torres.
Secamo-nos,
aquecemo-nos, lanchamos e o tempo limpa, já conseguiu ver as torres que afinal
estão mesmo aqui ao lado!
Resolvemos ir
fazer mais um pequeno trekking pela parte de cima do W até às 19h30 (hora do
bus). No caminho encontramos o acampamento ecológico, cabanas lindas no meio de
uma planície do parque com vista para as torres, onde tentamos reservar dormida
mas não era possível só uma noite! A vista sobre o parque TdP é espectacular.
Este percurso até ao acampamento seron é fácil e muito bonito...
Voltamos de
mini bus, onde conhecemos dois holandeses e um australiano que fizeram o W em
três dias! O australiano de Sidney está na Argentina à 5 meses!
Jantamos uma
pizza rápida e voltamos ao hostel para arrumar malas e descansar as poucas
horas do costume...
Dia 10
16 Março
Viagem Puerto
Natales (Chi) – El Calafate (Arg)
Pequeno-almoço
à pressa, corrida até ao bus cotra... motorista e revisor (sim, cá existem
revisores!) antipáticos e autocarro poeirento!
Paramos logo
no início da viagem, para passar alfândega de saída do Chile e entrada na
Argentina.
A viagem é
chata! Passo as 5h da mesma a tossir compulsivamente e a espirrar, estou
constipada! A meio da viagem entramos na routa 40 (a famosa routa que atravessa
a Argentina de norte a sul, e que já tínhamos apanhado em Bariloche).
Apesar de
termos partido às 7h30 e serem 5h de viagem, só vamos chegar às 13h30, estamos
a entrar na primavera e no Chile a hora já mudou e na Argentina ainda não!
Vamos até ao
nosso hostel – Che Lagarto – edifício novo, jovem, quarto limpo e acolhedor,
eleito o meu preferido de toda a viagem.
Já é tarde, já
não conseguimos fazer nenhum passeio até ao perito moreno, estou a arder em
febre e muito cansada, a fraqueza vence e dormimos até às 18h! Acordamos e
continuo muito doente!
Vamos até à
cidade: à farmácia, comprar excursão dia seguinte e jantar. Encontramos Chiara,
a italiana “grandeee” simpática. Indicamos que compremos a excursão de trekking
no gelo por ser uma experiencia única (aconselha-nos também a ir directamente à
“Gelo e Aventura” – empresa monopólio de excursões ao glaciar). Assim fizemos!
Jantamos num buffet
livre, cordeiro e vaca deliciosos, num restaurante tipo “enfarta brutos” de
Lisboa. Comemos que nem uns alarves, o que deixa chocado um casal de italianos
que jantava ao nosso lado.
Dia 11
17 Março
Mini Trekking
no Glaciar Perito Moreno
Excursão é às
8h, encontramos Chiara e Anarosa no pequeno Almoço.

Partimos de
bus para o miradouro do terceiro maior glaciar do mundo (a seguir à Antartida e
à Gronolandia).
É realmente majestoso
e grandioso, o glaciar descoberto pelo “esperto” Francisco Moreno. Muitas fotos
de todos os ângulos, muitas quedas de blocos de gelo no lago que ecoam um som
de trovão...
Almoçamos com
vista para o Moreno e seguimos excursão para o trekking no gelo.
Aproximamo-nos
de barco do glaciar, atracamos e é-nos explicado a formação do glaciar e porque
é o único que não está a diminuir com o aquecimento global.
Seguimos para
a espectacular caminhada sobre o gelo... Tudo é gelo: paredes, chão, horizonte!
Observamos grutas no gelo, bebemos água glaciar, muitas fotos e no final um
whisky com gelo glaciar com milhares de anos!
Voltamos a El
calafate, compramos a tão procurada t-shirt da routa 40 e vamos jantar a um restaurante
com um dono bem mafioso que nos tenta roubar por todos os lados!
Voltamos ao
hostel, hoje é dia de festa no bar do hostel, musica alta, inglesas muito
produzidas. Deita-nos e apesar do barulho, dormimos a melhor noite de sono de
toda a viagem!
Dia 12
18 Março
(Miercolis)
Ushuaia –
Excursão Catamaran Canal Beagle
Pequeno-almoço,
check-out, mini bus até ao aeroporto. A viagem de avião de El Calafate até
Ushuaia são apenas 1h15 e às 12h30 já estamos na “Casa de Alba” hostel.
Alba é muito
simpática e explica-nos demoradamente todo o mapa da cidade e arredores, bem
como todas as excursões que podemos fazer nestes 3 dias na península da terra
do fogo.

Decidimos ir
nessa mesma tarde fazer um passeio de barco pelo canal beagle. O hostel ainda é
longe do micro-centro de ushuaia, mas vamos a pé, parando para uma hamburguesa
e a coca-cola do costume – dose diária de cafeína para compensar falta do nosso
bom expresso!
Seguimos para
o agradável catamaram. Está algum vento, frio e chuva, mas o passeio não fica
menos bonito por isso!

Atravessamos o
canal beagel, com montanhas argentinas do lado esquerdo e Chilenas do lado
direito. Pelo caminho vamo-nos cruzando com ilhéus: 1º ilhéu com farol e 2º ilhéu
coberto de cormorans e lobos-marinhos, muito giros mesmo! No fim do percurso
chegamos à Pinguinera, finalmente vemos pinguins (para minha surpresa, não
podemos sair do catamaram para ir ter com eles!). Vemos muitos pinguins
magalhanes (pretos e brancos e mais pequenos) e alguns pinguins papua (clássico).
Regressamos ao
centro da cidade e corremos milhares de lojas de souvenirs em busca do melhor
pinguim para o frigorífico!
Jantamos no
restaurante “El turco” sugerido pela Alba, passamos num supermercado e voltamos
as hostel.
Dia 13
19 Março (dia
do Pai)
Ushuaia –
Subida ao cerro Martial e Museu prisional
Hoje acordamos
tarde, 8h30! Vamos subir ao cerro Martil e não temos horas para começar.
O pequeno-almoço
é óptimo e logo depois arrancamos até ao inicio do percurso até ao Cerro.
Apanhamos um teleférico onde está um frio de rachar e estamos prontos para a
caminhada.
Subimos pelo caminho
do rio, sempre em vista do glaciar. Chegado a certo limite é necessário escalar
um pouco pelas cascatas, até o gelo não permitir mais... é possível mas difícil
avistar o glaciar! Começamos a descer com desvio para o sendero del fio, com
uma vista ainda mais bonita da cidade de Ushuaia. Deixamos uma mensagem típica
na garrafa local!
Almoçamos um
cachorro no refugio e iniciamos mais um trekking de 2h pela floresta. Depois de
um pequeno engano..., o percurso é lindíssimo, o mais belo raid que já alguma
vez fiz, sempre junto ao rio a descer, seguindo as yellow marks, passando por
muita floresta destruída pelos castores e por um fungo (cancro das lengas). Fim
de percurso e chegamos à cidade, descemos até à beira rio e apanhamos bus até
ao museu da cidade, tal como planeámos de manha.
O museu de
Ushuaia é museu marítimo do presídio e galeria de arte. È muito giro porque é
dentro de uma antiga prisão, em que as alas são pequenas salas do museu.
Percebemos melhor a historia da terra do fogo, os colonos... o museu é muito
bom!
De saída
ligamos aos pais (é dia do pai), compramos o nosso pin souvenir e vamos tentar
encontrar outro restaurante sugerido pela Alba. Depois de muito andar, entramos
no Peron 230, onde comemos uma excelente milanesa suprema e um belo bife da
vazia (pagamos 10€ de conta!!). Regressamos a pá para o hostel para digerir.
Dia 14
20 Março (dia
de S. Receber)
Ushuaia –
Parque Nacional Terra do Fogo
Acordamos e
pouco depois batem à porta, temos mini bus de excursão às 8h20 à porta do
hostel.
O mini bus faz
ronda habitual por todos os hosteis e, inédito, encontramos um casal de
portugueses muito betos! Quando saímos do mini bus, conversamos com a Marta e
Tiago que também estão a terminar a sua viagem apenas pela Argentina, da 4x4.
Como também vão para BsAs ficamos de nos encontrar por lá.
Prosseguimos a
excursão, agora de comboio, no trem do fim do mundo, como alguém já tinha dito
– é realmente turistão! É um “trem” utilizado no início do sec XX pelos
prisioneiros da prisão de Ushuaia para apanhar madeira, cortando as arvores da
floresta, para edificar a cidade. Hoje o passeio faz-se pela floresta destruída
por estes há 70 anos!
Prosseguimos
de bus pelo parque nacional, que é um dos menos bonitos da nossa viagem.
A excursão
termina (e o mini bus vai voltar a Ushuaia à hora de almoço) e nós vamos ficar
pelo parque para um pequeno trekking. O guia sugere-nos o “sendero costera”,
sempre junto ao mar, pelo canal beagle.
O percurso é lindíssimo,
as águas do mar são cristalinas, as praias são relvadas (parecem campos de
golf), as arvores têm todas cancro. Na companhia de Christina (Búlgara) vemos lobos-marinhos
(mais parecia o lockness monster), coelhos e cavalos... o potro lindo selvagem
mas calmo! O percurso é de 3 horas e começamos a ficar muito cansados.
Após de alguma
espera apanhamos mini bus regular para a cidade, taxi de fernando weekend, que
nos sugere uma marisqueira. Depois de alguma indecisão, lá vamos à marisqueira
La Cantina Fuenguina e comemos uma boa de uma truta e uma cataplana de marisco
acompanhada de vinho verde St Julia.
Voltamos de
bus para o hostel. O bus está cheio de teenagers que vão sair à noite (é 6ªF)!
Dia 15
21 de Março
(dia da Arvore)
Ushuaia – Bs
As
Hoje
despedimo-nos das terras do fim do mundo e vamos de volta ao calor de BsAs. Voo
é às 12h e às 3h30 estamos na capital. Vamos ao hostel deixar as malas. O novo
quarto no mesmo hostel é bem melhor que o outro em ficamos na primeiras noites
em BsAs.
Partimos de
metro e vamos conhecer o bairro fino da cidade: Palermo!
Vou de novo a
uma farmácia, desta vez para comprar um anti-alergico para as milhares de
borbulhas que me apareceram por todo o corpo (provavelmente do marisco da noite
anterior).
Descemos a Av
Sarmiento em direcção aos jardins. Atravessamos assim o jardim japonês e
passamos para o parque 3 de Fevereiro, espaço verde enorme onde se pode
caminhar, correr, bicicleta, patins... com lagos, relvados, jardins... muito
bonito, apesar de algumas semelhanças com o jardim do campo grande há uns anos
atrás... Como era sábado à tarde, estava repleto de gente. De destacar o
rosedal: um jardim com uma colecção enorme de rosas.
Voltamos a
subir a grande avenida para visitar Palermo SoHo, bairro residencial com muitas
lojas e junto às praças principais muito comércio de rua, bares e restaurantes.
Sentamo-nos
num bar/restaurante para comer o prato típico do bairro: Tapas!
Voltamos à Av
principal de Santa Fé para apanhar bus, mas como em enganei e já é tarde, vamos
de taxi L.
Dia 16
22 Março
Bs As
Hoje é
Domingo, é dia de feira de S.Telmo, decidimos passar por lá de novo para
compras. Excedi-me um pouco pela feira... tivemos lá 3 horas...
Seguimos
depois para Puerto Madero, vamos a pé, está muito calor e já estamos cansados.
Chegado lá descobrimos que puerto madero é muito semelhante à nossa expo:
avenidas novas com negocio e habitação, junto ao rio. Almoçámos por lá,
visitamos uma caravela e compramos os bilhetes para o barco para o Uruguai para
o dia seguinte.
Seguimos de
taxi para a recoletra, bairro velho e católico. Começamos no palácio de “vidro”
e deparamo-nos com mais comércio de rua e jardins.
Por todos os
bairros de BsAs existem feiras/comércio de rua, organizados/oficial com horário
e fiscalização.
Bebemos um sumo
natural de frutilha (morango) típico desta feira e seguimos para a grande
atracção do bairro: o cemitério. E sim, entramos no cemitério, para ver os
muitos mausoléus (como quem diz mansões dos mortos), grandes construções com
grandes esculturas... procuramos a campa de Evira Peron, mas o cemitério é tão
grande que não encontramos!
Seguimos para
o museu de belas artes que é gratuito e muito interessante, como se esperava. A
Argentina é um país relativamente recente (desde a independência da Espanha no século
IXX), como tal os museus são pequenos, comparados com os nossos europeus!
Saímos já de
noite do museu, mas ainda conseguimos ver a espectacular floralius generica que
é uma escultura de aço, gigante, que reproduz uma rosa em que as pétalas abrem
e fecham com o sol, como as flores...
Dia 17
23 Março
(último dia)
Colónia
Sacramento (Uruguai)
Chec in e apanhamos
ferry em navio que atravessa o rio prata até ao Uruguai, Colónia Sacramento.
Sacramento foi uma antiga colónia Portuguesa, do Sec. YY, tendo sido depois
roubada pelos espanhóis. É assim uma pequena cidade, onde a parte velha está
repleta de vestígios portugueses (igrejas, ruas, edifícios...). Compramos o
passe de todos os museus e passamos o dia a passear pelos museus e pela
agradável cidade...
Voltamos à
Argentina, tomamos um banho, jantamos à luz da vela e vamos directos ao
aeroporto para voltar para Portugal...
---------------------- Dia 18 – 24Março – Dia de regresso e chegada a Portugal!
---------------------- Dia 18 – 24Março – Dia de regresso e chegada a Portugal!
















